segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Ci&T abre 200 vagas para profissionais de tecnologia

Contratações são para começo imediato. A procura é por analistas de banco de dados, analistas de negócios, arquitetos de software, entre outros.
A Ci&T está abrindo 200 vagas para profissionais de TI. A procura é por analistas de banco de dados, analistas de negócios, arquitetos de software, designers de interface, front-end engineers, implementadores, líderes de projeto, líderes de desenvolvimento, líderes técnicos, projetistas e testers.
Os valores dos salários não foram divulgados. As contratações são para começo imediato. Entre os pré-requisitos para as vagas está a formação em análise de sistemas, engenharia de computação ou cursos relacionados, incluindo técnicos e tecnólogos em TI. É desejável o domínio do inglês.

Os profissionais interessados poderão enviar seus currículos através do e-mail rhsemfronteiras@cit.com.br.

Futuro de TI no Brasil está em xeque por falta de profissionais

Ritmo de formação de profissionais nas universidades não é suficiente. Procura por cursos de TI caiu 30% nos últimos cinco anos.
Os profissionais de TI não podem reclamar de falta de emprego. O crescimento do setor, acima da média de outros países e bem acima do crescimento da economia brasileira, está gerando uma enorme quantidade de vagas.

Dados da consultoria IDC mostram que, de 2006 até 2009, serão gerados na América Latina pelo menos 630 mil empregos em tecnologia, metade delas no Brasil (47%). Apenas para desenvolvimento de software, o País tem 15 mil vagas abertas sem profissionais disponíveis.

Mesmo com a criação, desde 2000, de dezenas de cursos de tecnologia, o ritmo de crescimento não é suficiente para atender a demanda das empresas. Além disso, a qualidade da educação superior não garante que os formados estejam aptos a entrar no mercado de trabalho.
Recentemente, o fechamento de uma das mais antigas faculdades de tecnologia de São Paulo, a FASP, por falta de recursos, gerou ainda mais apreensão.

Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI da Michael Page, empresa especializada em Recursos Humanos, chama atenção para a queda no interesse por cursos de tecnologia nas faculdades. “Nos últimos cinco anos, a procura caiu 30%”, relata.

O acesso mais fácil à tecnologia, para Basaglia, é um dos responsáveis por esse desinteresse. “O jovem hoje consegue, muito mais facilmente, avaliar se deseja ou não trabalhar com tecnologia”, afirma o gerente. Além disso, por conta da necessidade de alinhamento das áreas de TI com as de negócios, atualmente é possivel trabalhar com TI mesmo tendo cursado outros cursos, como administração.

Candidatos crescem, mas formados caem
Números do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), referentes a 2005 e 2006, mostram uma certa estabilidade na oferta de cursos de Ciência da Computação e na formação de profissionais. No período mencionado, as vagas oferecidas cresceram de 88,4 mil para 97,7 mil. Os candidatos inscritos nos processos de seleção foram de 149,2 mil para 154,3 mil.

Ao todo, 42,6 mil alunos ingressaram nas instituições de ensino em 2005. No ano seguinte, 44,9 mil foram aceitos. Apesar disso, apenas 15,6 mil alunos em 2005 e 16,9 mil em 2006 concluiram a faculdade.

Alexandra Reis, gerente de pesquisas da IDC, ressalta que mesmo com a queda no interesse por TI, o mercado não vai sofrer com falta de profissionais. “De uma forma ou de outra o mercado se ajusta”, aposta.

O maior problema, para Alexandra, está nos níveis hierárquicos mais altos. Como a oferta de emprego é grande, é mais interessante para um jovem apostar em um curso técnico do que investir quatro anos do seu tempo em uma formação superior.

Assim, se os cursos rápidos forem suficiente para suprir a demanda imediata, a falta de pessoas com nível superior pode gerar problemas para encontrar novos líderes. “Um gestor precisa pensar do ponto de vista de negócios, não basta conhecimento técnico. A falta de profissionais com cursos superiores pode gerar dificuldades para preencher esse tipo de vaga”, explica Alexandra.
Para o coordenador da área de MBA em tecnologia da PUC de São Paulo, Alexandre Campos Silva, uma diminuição no interesse é normal após o estouro da bolha. “É natural que, após o estouro da bolha da Internet, o interesse tenha diminuído”, diz.
Ou seja, defende o especialista, assim como as empresas de tecnologia sofreram para recuperar a credibilidade entre os investidores e o mercado, ainda vai demorar algum tempo para que o interesse dos jovens por faculdade em TI volte a crescer.


Como é o novo profissional de tecnologia da informação


Cada vez mais, as habilidades de comunicação e o conhecimento geral, não apenas técnico, ganham importância para as empresas da área no momento da seleção.
A quantidade de vagas disponíveis no mercado de Tecnologia da Informação é invejável (veja o que dificulta o preenchimento desses postos). Segundo a consultoria IDC, de 2006 a 2009 serão gerados na América Latina mais de 600 mil empregos. Quase metade deles no Brasil.

Ou seja, não está muito difícil trabalhar para quem é da área. De qualquer forma, os profissionais devem ficar atentos a algumas qualificações exigidas pelas empresas. Atender ou não a essas demandas pode ser o elo perdido entre o emprego dos sonhos e a dura realidade dos trabalhos burocráticos.
> Discuta carreira da CW Connect, a rede social do COMPUTERWORLD.

Preencher os requisitos, na verdade, começa com questões mais simples do que se pode imaginar. “O primeiro ponto a ser destacado é a fluência em inglês”, afirma Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI da Michael Page, consultoria de recursos humanos.

“Não é difícil encontrar profissionais que se preocupam antes em ter um MBA do que uma segunda língua”, alerta Basaglia. Não que ter um bom currículo acadêmico não seja importante, mas, de acordo com o gerente, o inglês hoje é obrigatório. Já o MBA, ainda representa um diferencial no mercado.

Nas contas do executivo, o salário de um profissional, no mesmo cargo, com inglês fluente varia entre 20% a 30% positivamente em comparação com outro que apenas fale português. Um dos motivos para isso, segundo Basaglia, está no crescimento do mercado de offshore no Brasil, principalmente com a chegada de diversas empresas indianas.

Partindo do fato que o profissional já tem uma segunda língua, em uma seleção sai na frente o que consegue aliar boa formação com experiência. Isso significa ser um profissional certificado na área em que trabalha. Ter um vasto conhecimento técnico adquirido em cursos diversos não é ruim, mas o ideal é escolher uma área específica para buscar projetos e novos desafios.

“Os cursos são uma boa porta de entrada para o mercado e as certificações estão se tornando uma exigência, mas precisam vir acompanhadas de experiência”, destaca Basaglia. Para o gerente, participar de comunidades e fóruns na Internet é outro ponto a ser destacado. “As empresas sempre estão olhando para os profissionais que mais participam e compartilham conhecimentos e experiências”, relata.

Ricardo Bevilacqua, diretor da Robert Half, empresa de recrutamento executivo, afirma que, para se destacar da multidão, o profissional precisa não só falar inglês, como ler e escrever. “As certificações são importantíssimas, com experiência comprovada”, diz Bevilacqua.

Nenhum comentário: